DWG, DXF ou PDF: o que os nossos dados mostram sobre qual formato medir
Mande o arquivo de CAD, DWG ou DXF. Na nossa base, 21,0% das linhas de projetos em CAD saem medidas da geometria; em PDF, tudo sai como estimativa, porque a escala vem do carimbo da prancha. Se o DWG voltar com erro, salve em DXF e envie de novo.
Toda planilha que sai do AI.arq marca cada item de um jeito honesto: ✓ medido — quando a quantidade foi calculada direto da geometria do desenho — ou ⚠ estimativa a revisar, quando não saiu medida da geometria do desenho — o que inclui tudo que vem de PDF. Essa marcação nos deixou com um experimento involuntário nas mãos: dá pra comparar, com números, o que acontece quando o mesmo tipo de projeto chega em DWG/DXF e quando chega em PDF. Spoiler: o formato do arquivo muda mais o resultado do que qualquer outra coisa.
O que os dados mostram: 240 projetos, dois formatos
Medição de 10 de outubro de 2026, sobre todos os projetos de clientes concluídos na plataforma: 240 projetos e 21.876 linhas de planilha. Separamos por formato de origem: 165 vieram com pelo menos um arquivo de CAD (DWG ou DXF) e 75 vieram só em PDF.
São duas perguntas diferentes, e a gente responde as duas: quanto da planilha volta com quantidade e quanto volta carimbado como medido, com a quantidade calculada da geometria do desenho.
| Origem do projeto | Projetos | Linhas | Com quantidade | Medidas da geometria |
|---|---|---|---|---|
| CAD (DWG ou DXF) | 165 | 12.910 | 69,4% | 21,0% (2.709 de 12.910) |
| Só PDF | 75 | 8.966 | 51,6% | 3 linhas em 8.966 |
As 3 linhas medidas de PDF são de maio, anteriores à regra atual: hoje nada que vem de PDF sai carimbado como medido. O selo diz de onde veio o número, não que ele foi conferido — a conferência final continua sendo sua. O método e a amostra estão em Dados do AI.arq, a página que é a fonte de todo número citado no site.
DWG ou DXF? A resposta mudou
Até agosto a gente pedia DXF, e tinha motivo: na base de 01/08/2026, 61,7% dos DWG enviados (29 de 47) não chegavam ao fim — quase sempre na conversão do arquivo. De lá pra cá a leitura de DWG foi consertada em várias frentes, e a conta mudou.
Envios de clientes de 11/09 a 10/10/2026 (30 dias):
| Formato enviado | Envios | Terminaram em erro |
|---|---|---|
| Só DWG | 70 | 7 (10,0%) |
| Só DXF | 8 | nenhum |
| Só PDF | 28 | 1 (3,6%) |
E entre os que concluíram, o DWG saiu com mais linhas medidas: 21,4% (1.397 de 6.540), contra 14,0% no DXF (67 de 478).
Três ressalvas antes de tirar conclusão. A amostra de DXF é pequena: 8 envios não sustentam dizer que o DXF mede menos. “Terminou em erro” é o estado final do projeto: o que falhou e depois foi reprocessado com sucesso conta como concluído. E ficaram fora da lista 4 envios que traziam DWG e DXF juntos (1 terminou em erro).
O que dá pra afirmar: hoje o DWG chega ao fim em 9 de cada 10 envios. Não precisa mais converter pra DXF antes de mandar. O DXF continua sendo a saída quando o DWG não abre — é o caso típico dos arquivos com objetos do AutoCAD Architecture/MEP, que nenhum conversor abre direto.
Por que o formato muda tanto: a escala do PDF é declarada, não medida
Um PDF exportado da prancha também é lido: quando ele é vetorial, a gente mede a geometria quando dá e a IA lê textos e legendas. Mas tudo que vem de PDF sai como estimativa, com a procedência escrita na linha — é regra nossa: a escala de um PDF vem de uma declaração (o carimbo), e mesmo quando as cotas conferem a gente não sela número de PDF como medido. Planta escaneada, fotografada ou plotada como imagem não mede: vira pixel.
Já o DWG/DXF carrega o desenho de verdade: polilinhas com coordenadas, blocos, layers, hachuras. Nesses arquivos a plataforma calcula área, comprimento e contagem geometricamente — por isso o item pode ser marcado como medido, e não estimado.
Quando só existe o PDF, a leitura continua funcionando e entrega uma planilha completa — mas os itens nascem como estimativa a revisar, porque é isso que eles são. A gente prefere te entregar uma linha laranja honesta do que um número bonito sem lastro.
O que isso significa na sua planilha
Mais itens medidos significa, na prática:
- Menos linhas ⚠ pra você conferir manualmente antes de mandar pro orçamentista;
- Quantidades de piso, forro, alvenaria e esquadrias vindas da geometria, não de inferência;
- Revisão mais rápida — você confere o que é estimativa, e confia no que foi medido.
Vale repetir a regra que não quebramos nunca: item estimado jamais aparece como medido. O ✓ é reservado pro que veio do desenho.
Como exportar pra aproveitar isso
Se você trabalha em AutoCAD ou similar, o caminho é curto:
- Mande o arquivo de CAD — DWG ou DXF —, direto, sem imprimir pra PDF antes. Nos últimos 30 dias, 9 de cada 10 DWG enviados chegaram ao fim.
- Se o DWG voltar com erro de leitura, salve em DXF e envie de novo. Leva 10 segundos, e o DXF é o formato de troca: foi feito pra ser lido por outro programa.
- Se o projeto tem objetos especiais (elétrica, forro modular, mobiliário paramétrico), rode EXPORTTOAUTOCAD antes de salvar: isso converte os objetos em geometria comum, que dá pra medir.
- Só tem PDF? Envie mesmo assim — prefira o PDF exportado do CAD (vetorial) ao escaneado, e saiba que a planilha virá com mais estimativas pra revisar.
O passo a passo completo, com prints, está no nosso guia de exportação no FAQ.
Os limites do número (transparência em primeiro lugar)
Esses números são de uma base em beta: tipos de prancha variados, disciplinas diferentes, complexidades diferentes. Projeto com prancha organizada mede mais; prancha só de layout mede menos, em qualquer formato. E eles não são taxa de acerto: “com quantidade” quer dizer que a linha voltou com número, não que o número foi conferido.
A parcela medida em CAD caiu de 25,0% (18/09) pra 21,0% (10/10), e a gente foi ver por quê. A conta é por linha, então projeto grande pesa mais: de 19/09 a 10/10 entraram 8 projetos com 200 linhas ou mais (antes eram 3 em toda a base), e três deles saíram com quase nada medido — um, sozinho, tem 995 linhas e 29 medidas. Sem esses três a parcela seria 23,5%. Os projetos que já estavam na base seguem onde estavam (24,8%). E não foi o selo que ficou mais rígido: nesse período as regras de selo promoveram mais linhas a medida do que rebaixaram.
O que o dado sustenta com folga é a direção: se você pode escolher, mande o CAD. É a diferença entre a plataforma ler o seu desenho — e medir o seu desenho. A próxima remedição está prevista pra novembro.
Histórico: o que este post já disse
Prometemos atualizar e deixar o histórico à vista. Até agosto a conta era a média por projeto; desde setembro é por linha da planilha, que é o que a página de dados publica — por isso as séries não se comparam direto.
- Julho/2026 (51 projetos): 31,5% dos itens medidos em CAD contra 7,3% em PDF.
- 01/08/2026 (67 projetos): 25,0% contra 4,7%; 61,7% dos DWG sem chegar ao fim (29 de 47), contra 17,6% dos DXF (3 de 17).
- 23/08/2026 (92 projetos): 21,6% contra 4,7%.
- 31/08/2026: correção nossa. Os números de PDF medido estavam inflados por um bug que carimbava como medido item sem medição de geometria (628 itens entre abril e julho). Corrigido, o PDF passou a zero carimbado, e separamos “preenchido” (73,8% em CAD, 70,0% em PDF) de “medido” (23,9% em CAD).
- 18/09/2026 (154 projetos): 68,4% das linhas com quantidade e 25,0% medidas em CAD; 52,3% com quantidade em PDF.
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