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Quanto Cobrar por Planilha de Quantitativos em 2026 (Tabela Completa)

📅 31/05/2026 · ⏱️ 6 min de leitura

Quanto vale o trabalho de fazer uma planilha de quantitativos profissional em 2026? Essa pergunta vive em grupos de arquitetos e orçamentistas. A resposta não é única — depende do porte do projeto, da complexidade, da região, e da sua experiência. Esse guia reúne a referência oficial (Tabela de Honorários do CAU/BR), faixas praticadas no mercado, e como pensar a cobrança pelas 4 modalidades mais comuns: por porte, por prancha, por m² e por hora. No fim, comento como a IA está mudando a conta de custo do levantamento. Uma observação importante: as faixas de valores deste guia são referências de mercado pra orientar sua decisão, não tabelas oficiais. Use-as como ponto de partida e calibre pela sua realidade.

A referência oficial: Tabela de Honorários CAU/BR

A Tabela de Honorários de Serviços em Arquitetura e Urbanismo teve seu primeiro módulo aprovado pela Resolução nº 64 do CAU/BR (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil), de 8 de novembro de 2013, com módulos complementares aprovados depois. A elaboração dessa tabela é uma exigência da Lei nº 12.378/2010, que regulamenta a profissão.

A tabela é online (honorario.caubr.gov.br) e cobre as etapas e o escopo dos serviços de arquitetura e urbanismo. Pra calcular, ela considera, entre outras variáveis:

Importante: a Tabela CAU/BR é uma REFERÊNCIA pra orientar a remuneração; a negociação com o cliente é livre. O Código de Ética e Disciplina do CAU/BR orienta o arquiteto a não aviltar a própria remuneração, e a tabela ajuda a fundamentar uma proposta justa.

Pra levantamento de quantitativos especificamente, vale dimensionar a cobrança de forma proporcional ao escopo e à complexidade do projeto.

O que entra no preço (variáveis)

Antes de falar de valores, vale entender o que está sendo cobrado. As variáveis que mais afetam o preço de um levantamento:

Tabela 2026: cobrança por porte do projeto

Faixas de referência observadas no mercado em 2026 pra escritórios de pequeno e médio porte. Valores pra LEVANTAMENTO DE QUANTITATIVOS apenas (sem precificar a obra):

São faixas amplas de propósito: a região, a maturidade do escritório e a complexidade do desenho movem bastante o valor. Capitais e regiões de maior custo de vida tendem a praticar valores mais altos. Trate como ponto de partida, não como tabela fixa.

Tabela 2026: cobrança por prancha

Cobrar por prancha é comum quando o cliente envia o projeto fragmentado. Faixas de referência:

Um projeto comercial costuma ter algo entre 8 e 15 pranchas. Faça a conta:

Dica: cobre prancha CHEIA, não fração. Se a prancha é A0 mas está meio vazia, ainda assim conta como 1 prancha cheia.

Tabela 2026: cobrança por m²

Em projetos comerciais e industriais, cobrar por m² costuma ser mais simples e previsível. Faixas de referência:

Pra residencial, a cobrança por m² é menos comum porque tem alta variação (um acabamento de luxo distorce a conta). Geralmente vale mais ir por porte ou por prancha.

Tabela 2026: cobrança por hora

Pra projetos atípicos, consultoria pontual ou itens fora do escopo principal, cobrar por hora ajuda. Faixas de referência por senioridade:

Quanto tempo leva um quantitativo manual? Como ordem de grandeza:

Multiplique o tempo estimado pelo seu valor/hora pra calibrar o que cobrar. Cada escritório tem seu ritmo, então meça os seus próprios projetos pra ter números confiáveis.

O que muda em 2026 com IA

Ferramentas de IA (como o AI.arq) estão mudando a conta de custo do levantamento. O tempo gasto pra extrair quantidades de uma prancha cai bastante quando parte do trabalho braçal é automatizado — e isso libera o profissional pra revisar, decidir e responder tecnicamente, que é onde está o valor.

Na prática, isso abre duas escolhas pra quem adota IA:

Vale lembrar a regra que não muda: a planilha que sai da IA é um ponto de partida quantitativo. O cliente continua pagando pela conferência, pela responsabilidade técnica e pela decisão de quem assina. A IA mede e conta; quem precifica e responde é o profissional habilitado.

Como pensar o preço usando AI.arq como base

Sugestão prática pra quem está adotando IA agora e quer manter a qualidade da entrega:

  1. Meça seu custo real por projeto: tempo de revisão e conferência da sua parte, somado ao custo da ferramenta
  2. Aplique um markup que remunere a responsabilidade técnica e a sua experiência
  3. Compare com as faixas de mercado deste guia e posicione sua proposta dentro delas
  4. Comunique os benefícios da sua entrega: rapidez, taxonomia alinhada ao SINAPI e separação clara entre o que foi medido e o que é estimativa
  5. Use os ganhos de produtividade pra investir no que faz seu escritório crescer

Muito profissional baixa o preço demais quando começa com IA — não precisa. O cliente continua pagando pela RESPONSABILIDADE TÉCNICA, não pelo software. Pra aprofundar o lado de orçamento e composição de custos, vale a leitura de Aldo Dórea Mattos em "Como preparar orçamentos de obras".

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