Documentação

Quadro de Áreas: Modelo em Excel + Como Montar (NBR 12721)

📅 20/09/2026 · ⏱️ 4 min de leitura

Todo projeto que vai pra prefeitura, cartório ou banco carrega um quadro de áreas — e é um dos documentos que mais voltam por inconsistência: a planta diz uma coisa, o memorial outra, o quadro uma terceira. Este post entrega uma planilha modelo estrutural em Excel, explica os conceitos de área que a ABNT NBR 12721:2006 define e mostra a conferência que evita a recusa.

Baixe a planilha modelo

Antes do texto, o arquivo. São quatro abas: LEIA-ME, áreas por pavimento, privativa × comum por unidade, e área equivalente pra incorporação. Todas com linha de TOTAL somando sozinha e uma célula de conferência contra o total declarado do projeto. Sem cadastro, sem captura de email.

O AI.arq não monta o quadro de áreas: do seu CAD, ele devolve as áreas que a prancha permite medir, separadas entre medidas e estimadas, pra você conferir e preencher o quadro.

Uma escolha deliberada: a aba de área equivalente vem com a coluna de coeficientes VAZIA. Os coeficientes de equivalência são definidos pela ABNT NBR 12721:2006 e a leitura da norma é responsabilidade técnica de quem assina — planilha de internet que já vem com coeficiente preenchido está decidindo por você. A estrutura é nossa; o coeficiente, você preenche lendo a norma ou a orientação do Sinduscon do seu estado.

O que é o quadro de áreas e quem exige

O quadro de áreas é a tabela que consolida, número a número, as áreas do projeto: por pavimento, por unidade e por natureza (coberta, descoberta, privativa, comum). Ele acompanha o projeto na aprovação em prefeitura e, em incorporação imobiliária, segue o que a ABNT NBR 12721:2006 estabelece sobre cálculo de áreas e os quadros correspondentes.

É também um dos documentos mais baratos de errar e mais caros de corrigir: quando o memorial, a planta e o quadro divergem nos números, qualquer prefeitura recusa — e o protocolo volta pra fila do zero.

Os conceitos de área que a prancha precisa distinguir

Boa parte das divergências nasce de misturar conceitos com nomes parecidos e números diferentes:

A mesma parede, medida pelos dois primeiros critérios, dá números diferentes — e os dois estão certos, cada um no seu uso. O erro é somar um com o outro.

Como preencher, aba por aba

  1. POR PAVIMENTO: uma linha por ambiente ou uso, separando área coberta e descoberta. A coluna de total soma sozinha.
  2. PRIVATIVA × COMUM: uma linha por unidade autônoma (apartamento, sala, loja). Coberta e descoberta separadas aqui também — descoberta somada como coberta é retrabalho garantido.
  3. ÁREA EQUIVALENTE: só pra incorporação. Preencha a área real, leia a NBR 12721 (ou o CUB do seu Sinduscon, calculado com a metodologia dela) e complete os coeficientes nas células amarelas.
  4. Em TODAS as abas: digite no fim o total declarado no projeto. A célula de diferença tem que dar zero.

A conferência que evita a recusa

A planilha cobra uma disciplina simples: a soma das partes tem que bater com o total declarado — por pavimento, por unidade e no geral.

Parece óbvio, e é o que mais falha. No nosso trabalho lendo pranchas todos os dias, total que não fecha com as parcelas é um padrão tão recorrente que a leitura do AI.arq trata qualquer total divergente como número a revisar, nunca como número confirmado. Vale a mesma regra pro seu quadro: se a soma dos pavimentos não bate com o total da capa, um dos dois está errado — e é melhor você achar qual antes do analista da prefeitura.

Erros que mais aparecem

Baixe de novo e boa aprovação

O modelo de novo, pra não ter que rolar a página:

O AI.arq não monta o quadro de áreas: do seu CAD, ele devolve as áreas que a prancha permite medir, separadas entre medidas e estimadas, pra você conferir e preencher o quadro.

Revise com profissional habilitado (CAU/CREA) antes de protocolar — a planilha organiza e confere, mas quem responde pelo número é quem assina.

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