Financiamento Caixa pra Construção: Documentos e PCI (2026)
Quem financia a construção pela Caixa descobre rápido que o banco não pede um documento — pede um conjunto que precisa fechar entre si: formulário próprio, projeto aprovado, responsabilidade técnica, memorial, orçamento e cronograma. Este guia lista o que a cartilha oficial da Caixa (Versão 12, dezembro/2025) exige, com a página de onde cada regra saiu — e um checklist de uma folha pra você conferir antes de protocolar.
Baixe o checklist
Uma folha A4 com tudo que este post detalha, em caixas de marcação — e cada exigência conferida na cartilha oficial antes de entrar na lista. Sem cadastro, sem captura de email.
O AI.arq não monta a documentação da Caixa: do seu CAD, ele gera a planilha de quantitativos, um rascunho de memorial descritivo e o cronograma físico.
Os formulários oficiais (PCI e companhia) são da Caixa e ficam no site dela — o lugar certo pra baixar é a página Financiamento para Construção, seção Formulários e Documentos. A cartilha completa (PDF, 67 páginas) também é pública e vale a leitura do seu responsável técnico.
As três regras de ouro da proposta
Antes de qualquer lista, a cartilha abre com três condições que valem pra tudo:
- Proposta completa: todos os documentos exigidos entregues juntos.
- Coerência: as informações de cada documento precisam bater entre si — projeto, memorial, orçamento e cronograma contando a mesma história.
- Assinaturas: cliente e responsável técnico pela execução assinam nos locais indicados.
A segunda é onde as propostas tropeçam. Área que diverge entre planta e memorial, orçamento que não bate com o cronograma — qualquer inconsistência trava a análise.
Os formulários: PCI, PLS e as abas irmãs
O formulário central é a PCI — Proposta de Construção Individual, preenchida por completo e assinada pelo cliente E pelo responsável técnico da execução. Pra reforma, o equivalente é a PRM (Proposta de Reforma e Melhoria).
No mesmo arquivo da PCI vêm, em abas próprias:
- PLS — Planilha de Levantamento de Serviços, onde o responsável técnico informa os percentuais de evolução da obra por etapa;
- Proposta de Repactuação de Prazo de Construção;
- Proposta de Alteração de Projetos/Especificações.
A PLS é, na prática, um levantamento de serviços e quantidades da obra — o mesmo exercício de um quantitativo bem feito: saber o que vai ser executado, etapa por etapa, antes de assinar.
Projeto aprovado, responsabilidade técnica e alvará
- Projeto Legal aprovado pela Prefeitura (ou órgão competente), apresentado em formato digital, como PDF. Se o seu município usa aprovação simplificada, a cartilha manda juntar desenhos técnicos suficientes pra compreensão da proposta: plantas baixas, cortes e fachadas.
- Responsável técnico com inscrição no CREA, CAU ou CFT/CRT, e os documentos de responsabilidade — ART (engenheiro), RRT (arquiteto) ou TRT (técnico) — tanto da elaboração dos projetos quanto da execução da obra.
- Alvará ou Licença de construção: recomendável já na análise da proposta e obrigatório pra liberação das parcelas de obra.
Um detalhe que a cartilha faz questão de registrar: o profissional é escolhido e contratado por você, sem interferência da Caixa — e é ele quem responde legal e tecnicamente pela obra.
O trio que o responsável técnico assina
A frase mais importante da cartilha pra quem projeta está na página 13: o profissional contratado responde pelo projeto — desenhos técnicos, memorial descritivo, orçamento e cronograma —, pela gestão e execução da obra.
É exatamente o pacote de documentos derivados do projeto:
- O memorial descritivo descreve materiais e sistemas construtivos — temos modelo gratuito em PDF e Word.
- O cronograma físico-financeiro distribui a obra no tempo — modelo em Excel com curva S e medição.
- O orçamento nasce do levantamento de quantidades — o quantitativo é a base que os outros dois consomem.
Os três precisam contar a mesma história (regra de ouro nº 2): se o memorial diz porcelanato e o orçamento cota cerâmica, a inconsistência aparece na análise.
As regras do cronograma que reprovam proposta
O cronograma tem regras duras na cartilha:
- Prazo contratual de até 24 meses, contando a partir de 30 dias após a contratação.
- A última etapa precisa ter no mínimo 5% da evolução da obra — é a parcela que a Caixa segura até o fim.
- Obra já iniciada? O percentual pré-executado entra como Etapa 0, com descrição dos serviços existentes.
- O próprio formulário emite alertas se o prazo proposto fugir do usual pra obras semelhantes — e aí exige justificativa técnica.
E um conselho da própria cartilha que assinamos embaixo: cronograma com prazo curto demais resulta em atraso, repactuação e transtorno. Realista ganha de otimista.
Depois de contratado: o que ainda pode travar
- Alterou projeto, orçamento ou especificações? A Caixa precisa ser comunicada ANTES da execução, pela Proposta de Alteração de Projetos/Especificações. A cartilha recomenda apresentar antes de a obra atingir 30% — depois disso, custa mais caro e pode travar parcela.
- A liberação de cada parcela depende de comprovação dos serviços executados, e o alvará vigente é obrigatório nessa fase.
- Trocou o responsável técnico no meio da obra? Comunicação à Caixa com os documentos comprobatórios.
Baixe de novo e boa obra
O checklist de novo, pra não rolar a página:
O AI.arq não monta a documentação da Caixa: do seu CAD, ele gera a planilha de quantitativos, um rascunho de memorial descritivo e o cronograma físico.
Este guia foi escrito com a cartilha Versão 12 (dezembro/2025) aberta do lado — mas cartilha muda: antes de protocolar, confira a versão vigente no site da Caixa e a lista da sua agência. Quem responde pela proposta é você e o seu responsável técnico.
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A PLS pede o que todo financiamento pede: saber as quantidades da obra antes de assinar. Sobe seu CAD (DWG ou DXF) no AI.arq e receba a planilha de quantitativos por disciplina, separando o que foi medido do que é estimativa. Grátis durante o beta, quantos projetos quiser, sem cartão.
Grátis no beta, quantos projetos quiser. Sem cartão. O exemplo abre sem cadastro.